Cloroquina x Arritmias com Dra. Raissa Soares

Dr. Guili concedeu uma entrevista à Dra. Raissa Soares sobre o tema: Cloroquina x Arritmias.

– Meus amigos de Porto Seguro e Região, olha que privilégio que eu estou tendo aqui em Brasília: eu estou com o Dr. Guili Pech, Cardiologista e Arritmologista. Ele tem um recado para vocês, meus colegas de Porto Seguro e região sobre a Hidroxicloroquina. Por favor, Dr. Guili”

” Em primeiro lugar, é uma honra falar contigo e, principalmente, eu queria deixar bem claro, de quebrar o mito. A Hidroxicloroquina não dá Arritmia grave. Os dados da literatura que falam em Arritmia grave, vem de dois estudos, um que usou 12 gramas de Cloroquina, que é uma dose muito maior que uma dose letal, e o outro que é aquele do trabalho que foi falsificado. A gente tem anos de experiência com o uso de Cloroquina. O que ela faz é o aumento (discreto) do intervalo QT do eletrocardiograma.

E a incidência de Arritmias ventriculares é muito pequena. É uma medicação que está há 70 anos no mercado. O índice de Arritmia ventricular grave é estimado em 8 para cada 100.000 pacientes, portanto muito baixo. Só para a gente comparar, pacientes com Covid tem com Arritmia, cerca de 11% de manifestação inicial. Então, se a gente comparar 8 com 100.000 com 11%, a gente deixa a doença evoluir. Portanto, o risco benefício é muito favorável ao uso da Hidroxicloroquina. Vamos acabar com essa história que nas doses habituais da Hidroxicloroquina dá Arritmia, pois isso não é verdade.”

– Deixa eu fazer uma pergunta ao Dr. Guili: Os pacientes que são cardiopatas, são pacientes com insuficiência cardíaca, que fazem uso de medicamentos para as suas cardiopatias, qual é a sua opinião se esse paciente fica acometido pela doença da Covid?

“O eletrocardiograma re-extratifica esse paciente. Então, o paciente pode ser cardiopata, pode tomar medicações para a insuficiência cardíaca. Se ele tem um eletro basal com um intervalo QT normal, isso faz com que ele funcione exatamente como um paciente que não possui cardiopatia, em termos de risco de Arritmia que eu estou falando.
Claro que a gente pede para ter um pouco mais de cuidado com esse paciente, talvez monitorizar melhor, fazer mais eletros mas, de forma nenhuma contraindico. Até porquê esse é o paciente que tem o risco maior
de evoluir mal. Então, esse paciente a gente precisa tratar isso, para se perder o medo nesse paciente, basta monitorar um pouco mais.”

– E aí, uma última pergunta: Dr. Guili, a quem você recomendaria fazer eletrocardiograma para usar Hidroxicloroquina?

“O eletrocardiograma não pode ser barreira. Então, pacientes jovens, pacientes sem comorbidade, não precisam fazer eletrocardiograma. Pacientes cardiopatas que usam medicações para tratamento dos problemas cardiológicos, principalmente antiarrítmicos, Amiondarona, Propafenona, Sotalol, esses pacientes irão fazer eletrocardiograma, a gente vai monitorar um pouco mais de perto. Mas, para a ampla maioria, nem eletrocardiograma a gente precisa.”

– Hipertensos, diabéticos, nós podemos tratar esses pacientes sem eletro, se esse paciente não possui nenhuma doença cardíaca?

“Pode tratar sem eletrocardiograma, sem problema nenhum”

– Porto Seguro e região, fiquem tranquilos, eu estou aqui com a sumidade da Arritmia do Rio de Janeiro. Muito obrigada Dr. Guili!

“Eu que agradeço.”

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