Ferritina baixa e reposição de ferro: o que todo mundo devia saber

Recebo muitas pacientes, geralmente mulheres, que chegam ao meu consultório preocupadas com a ferritina baixa em seus exames e me questionando sobre a necessidade de suplementação de ferro, de forma oral ou venosa.

Ora, antes de falar sobre o tipo de tratamento indicado, precisamos explorar conceitos básicos, que irão nos permitir um maior conhecimento sobre os questionamentos citados.

Primeiramente, é necessário entendermos que o ferro é um elemento fundamental em nosso organismo e sua função principal consiste na formação da hemoglobina, uma metaloproteína que faz parte dos glóbulos vermelhos (hemácias) ,células do sangue que transportam oxigênio em nosso corpo. Por isso, a falta de ferro é uma das principais causas de anemia, doença que tem como principais sintomas o cansaço e a fadiga.

No entanto, além dessa função primordial, o ferro é alicerce de diversas outras reações em nosso organismo, como as que formam os hormônios da tireóide, que regulam todo o nosso metabolismo, e as que gerenciam a síntese do colágeno, proteína importante para manter a boa estrutura de pele, articulações, unhas, cabelos e vasos sanguíneos.

Ferritina baixa e reposição de ferro: o que todo mundo devia saber

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A ferritina, por sua vez, é uma proteína produzida pelo fígado, que regula os estoques do ferro. Ou seja, ferritina baixa significa que não há ferro “sobrando” em nosso organismo e, portanto, pode indicar alguma falha nas funções citadas anteriormente.

Na ausência de inflamação, apesar de não haver consenso, observo que, na minha prática, valores acima de 40-50ng/ml de ferritina parecem garantir a otimização das funções que dependem de ferro.

Por isso, após investigar e tratar a causa da ferritina baixa (etapa fundamental no manejo da deficiência de ferro), costumo incentivar a ingestão ou suplementação de ferro quando os valores desse marcador estão abaixo desses limites.

Ferritina baixa e reposição de ferro: o que todo mundo devia saber

imagem: Canva.com

E como é feita a suplementação?

Em geral, podemos, incialmente, incentivar a ingestão de alimentos ricos em ferro, com as carnes, peixes, as leguminosas, a castanha do pará e as folhas verdes.

Podemos ainda suplementar ferro através de comprimidos ou cápsulas orais, sendo o meu preferido o ferro bisglicinato.

Eu sou o Dr. Guili Pech, sou formado em Medicina, e possuo especialização em Cardiologia e Arritmologia. Sou favorável ao fortalecimento da saúde e da imunidade através de hábitos saudáveis, de uma boa alimentação e também da suplementação. Sou especialista no combate ao Covid-19, e defensor do tratamento precoce para o combate do coronavírus.

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