O tratamento precoce com Hidroxicloroquina é efetivo, mas não milagroso

Olá pessoal, espero que todos estejam bem!
Todos aqui sabem que eu sou amplamente favorável ao tratamento precoce da Covid-19, especialmente com o uso da Hidroxicloroquina nos primeiros dias de sintomas.
Reconheço porém, que tem sido muito comum escutar frases do tipo “meu pai, meu tio, meu vizinho, fez o tratamento precoce ou tomou a Hidroxicloroquina e mesmo assim foi internado”.

Infelizmente isso acontece, e é esperado que aconteça, mas de forma nenhuma invalida o tratamento.
Nós estimamos que o uso da medicação reduz em torno de vinte por cento das hospitalizações.
Portanto, dos pacientes que necessitariam da internação hospitalar, que correspondem entre 5 e 10 por cento dos indivíduos que pegam a doença, oito em cada dez continuarão internando.
Mesmo assim, esse é um número super expressivo e positivamente impactante na medicina.
Quando alguém sofre infarto no coração, por exemplo, nós medicamos essa pessoa com Aspirina, que é considerada uma das intervenções de maior impacto médico da história!

Pois bem, Aspirina reduz a chance de Monte em cerca de trinta por cento, ou seja, sete em cada dez pessoas que sofre um ataque cardíaco continuarão morrendo a despeito do uso da medicação!

E por que que estou falando tudo isso?

Para que você entenda que o tratamento precoce é eficaz, mas não é milagroso.
Nosso objetivo é diminuir a sua chance de internar e ficar grave, caso você seja acometido pela Covid-19.
Mas ninguém pode prometer a cura.
Precisamos acolher os pacientes, explicar tudo isso que estou falando para ele e usar todas as estratégias possíveis do tratamento precoce às medidas de CTI para salvarmos vidas!
Estamos todos juntos nesse propósito e, parafrazendo o Dr. Zeballos, dando um toque pessoal, vou encerrar com uma frase que eu gosto muito que é assim: “o que mais mata na Covid é o tratamento tardio e a desinformação”.

Um grande abraço à todos!