Proxalutamida: uma revolução no tratamento da Covid-19?

Proxalutamida e anti-androgênicos no combate ao COVID-19
Um resumo do que foi estudado até o momento…

Olá pessoal, tudo bem?
Para quem ainda não me conhece, eu sou o Dr Guili Pech, especialista no tratamento da Covid-19.
Venho através desse vídeo, responder à uma pergunta que todo mundo está me fazendo:

E essa história da Proxalutamida, esse remédio descoberto aqui no Brasil, num estudo brasileiro, que mostrou que essa molécula poderia ter algum benefício na luta contra a Covid-19?

Como é essa história? De onde vem essa história? Então eu vou fazer uma série de vídeos para explicar para vocês o porque e como essas moléculas estão sendo estudadas e usadas nesse cenário da Covid-19.

Então, essa história de estudar os antiandrogênicos na Covid-19 surgiu da observação clínica de que crianças tem pouco androgênio, ou seja, que tem pouca testosterona, tem pouca dihidrotestosterona, tinham doenças menos graves e menos incidentes do que adultos.

Homens por exemplo, que tem mais testosterona e mais dihidrotestosterona, tem mais doença e doença mais grave que mulheres, por exemplo, que tem menos. E principalmente porque indivíduos carecas, com aquelas entradas no cabelo, que a gente chama de alopécia androgênica, tinham doenças mais graves do que os indivíduos que não tinham essas entradas no cabelo.

Então, dessa observação clínica, surgiu a hipótese: Será que os androgênicos tem uma relação com a Covid-19?

E mais ainda, se eu bloquear esses androgênicos, se eu bloquear a dihidrotestosterona e a testosterona, eu poderia ter benefícios na Covid-19? E nesse sentido que vários estudos começaram a ser feitos.

Bom, uma vez visto essa observação clínica e todo o racional que explicaria o uso dos bloqueadores dos androgênicos na Covid-19, faltava que alguns dos pesquisadores provassem por A+B, que as drogas eram eficazes.

E é aí que a Proxalutamida entra. A Proxalutamida é um remédio que bloqueia a ação dos androgênios, e foi estudada agora no Amazonas por pesquisadores brasileiros, que incluíram cerca de 600 pacientes que estavam internados em vários hospitais da região, por causa da Covid-19, que estavam graves, usando oxigênio; E aí escolheram, de forma aleatória, a metade deles, e deram a Proxalutamida, e para a outra metade, além de todo o tratamento que já disponível ao tratamento, deram também pílulas de farinha.

E aí se viu que a mortalidade do grupo que tomou a Proxalutamida, comparada ao grupo que não tomou, era mais de 90% menor. E isso despertou todo o interesse da comunidade científica. Agora, a Proxalutamida está seguindo todas as fases de estudos, e já se entrou com uma proposição de liberação emergencial de liberação da droga aqui no Brasil, que, não se pode, mesmo que num estudo só, ignorar tamanha magnitude do seu efeito.

Espero que isso se resolva logo, burocraticamente.
E, se ficou alguma dúvida, você me manda um comentário aqui, que eu terei o maior prazer em responder.

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